A História do Alexandre, o Grande e o Eremita

Encontrei esta história, num pequeno livro de compilações, que tenho em casa.

Gostei imenso da mensagem e resolvi partilha-la contigo.

“Alexandre, o Grande, atingira o auge da glória.

Rei da Macedónia, submetera os gregos e vencera os persas, dobrara o Egipto, transpusera o Eufrates, atravessara o Tigre e chegara ao indo, tomara Persépolis e a Babilónia, sem nunca enfraquecer nem submeter-se.

A sua reputação estendia-se do Oriente ao Ocidente, mundos do seu duplo poder.

As suas legiões, haviam enfrentado e vencido muitos povos, a a sua omnipotência estava solidamente estabelecida na Terra.

Ele conhecer tudo: das maiores vitórias , ás imensas riquezas.

E como fora aluno de Aristóteles, estava impregnado de educação e inteligência.

Um dia, numa das suas marchas, atingiu o pôr-do-sol, parou e montou acampamento.

De seguida, pediu então que chamassem um sábio para o instruir ainda mais.

Mandou procurar um mestre que pudesse transmitir-lhe o conhecimento que ele, embora imperador, ainda não possuía.

Pois era só com saber que ele poderia continuar a ser Alexandre, o Grande.

Alguns dos seus homens, indicaram-lhe um mestre de sabedoria superior, um eremita que vivia nos confins das falésias.

Outros afirmavam que ele era louco.

Alexandra, que só acreditava nas suas obras, quis tirar as suas próprias conclusões e mandou chama-lo.

Mas o eremita não pretendia sair da sua gruta.

O mensageiro insistiu, chegou mesmo a ameaça-lo, lembrando que o grande Alexandre tinha o poder supremo, pois era rei dos dois mundos

O sábio, porém não se impressionou, e respondeu que não precisava de obedecer àquele imperador do qual não dependia, acrescentado ainda que ele era o senhor daquele de quem o rei Alexandre era servidor.

E como ele era o senhor, não pretendia ser incomodado por um servidor.

Quando o Rei Alexandre ouviu tais palavras reproduzidas pelo mensageiro, ficou deveras enfurecido, e achou que o homem era no mínimo louco ou ignorante.

Como ousava dizer que ele era servidor e recusar-se a falar com ele, que era amigo de Deus?

Ninguém jamais tivera a insolência de chamá-lo servidor.

Nenhum poderoso, rei ou sultão, nem mesmo um simples súbdito tivera a inconsciência de tratá-lo daquele modo!

O sábio, porém, ousou replica

-Ilustre Majestade, Imperador supremo, correste os dois mundos em busca da imortalidade por causa de um desejo violento, do qual te tornas-te escravo, servidor.

Com todos as tuas legiões e os teus exércitos valentes, venceste todos os continentes por desejo de poder e por cupidez.

Agora queres também encontrar a fonte da vida.

O teu coração só se satisfaz com a cupidez e o desejo: não passas de um servidor, pois temes perder a vida e os teus tesouros.

Mas, para ganhar os mistérios da vida, os bens materiais não te servirão.

É o universo que precisas ganhar, mas, acima de tudo, o universo da alma.

Por fim, Alexandre, o Grande, entendeu então que o homem não era louco, que era sábio entre os sábios e imperador entre eles. E que tê-lo encontrado era, para Alexandre, naquela nova viagem, uma das suas maiores vitórias.”

” Farid al-Din `Attar”

Se não sabes o que quer dizer “cupidez” aqui está o significado:

Ambição, geralmente, por propriedades e/ou bens materiais; desejo excessivo por riquezas; ambição, cobiça: dominado pela cupidez, abandonou seus principais valores morais.

Gostas-te da história?

Para ti, qual é a mensagem?

Qual é a visão que tens desta história?

Quais são os teus valores morais?

O que é mais importante para ti?

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